Deuses Principais
Guardiões da criação

Após o labor dos Primordiais, quando o equilíbrio foi estabelecido e os pilares da realidade se firmaram, a necessidade de zelar pela Criação tornou-se evidente. Pois o cosmos, ainda em sua juventude, precisava de mãos diligentes para cuidar do que havia sido moldado. Assim, dos Primordiais, nascidos de sua vontade e poder, surgiram os Deuses. Não tão vastos quanto seus progenitores, mas ainda grandiosos, os Deuses eram agentes diretos, incumbidos de preservar e guiar o tecido da existência.
Primeiro, 5 Deuses nasceram, cada um vindo da respectiva vontade de seu primordial criador. Eram como manifestações menores de suas vontades, alinhados perfeitamente - ou quase - em propósito, visão e discernimento. Possuíam sua independência, mas ainda assim eram regidos por aqueles que estavam acima deles. Diferente dos absolutos e dos primordiais, eles possuíam uma forma física fixa.
Haator, o Senhor da Guerra Justa
O primeiro a existir, vindo diretamente do embate eterno entre Ordem e Caos, foi Haator, o Deus da Guerra Justa. Ele era a manifestação da força em batalha, mas não da fúria desenfreada; era o estrategista que luta com propósito. Haator ensinava que a guerra, quando travada, deveria ser justa e guiada por um objetivo maior, algo nobre que serviria para o bem comum.
"— Uma criatura forte defende a si mesma. A criatura mais forte defende a todos." — Dizia Haator.
Opaa, a Guardiã da Sabedoria
Depois, do pensamento claro de Ordem e do julgamento inflexível de Justiça, nasceu Opaa, a Deusa da Sabedoria. Com olhos que refletiam o infinito, ela trouxe a escrita para registrar as leis e as artes para expressar as almas dos mortais e imortais. Opaa era a estrategista divina, consultada antes das batalhas e durante os momentos mais desafiadores da criação.
Aadilá, o Guardião do Submundo
Em simultâneo a ela, da verdade inexorável da Morte e do juízo sereno de Consequência, veio Aadilá, o Senhor do Submundo, gêmeo da sabedoria. Ele foi destinado a ser o guardião dos mortos, aquele que vela para que as almas cheguem ao seu destino final. Aadilá governa com uma balança em uma mão e uma chave em outra, assegurando que as portas do além permaneçam invioláveis. Ele criou os primeiros anjos da guarda, encarregados de guiar as almas para o descanso eterno e proteger os vivos contra forças além de sua compreensão.
Raana, a Provedora da Fertilidade
Do toque sagrado de Vida e do amor incondicional que permeia a existência, nasceu Raana, a Deusa da Fertilidade, do Amor e da Beleza. Seu riso é a primavera, e seu toque faz a terra florescer. Raana é a criadora dos ciclos de nascimento, do vínculo entre criaturas e da beleza que eleva os corações. Das suas mãos nasceram as primeiras valquírias - as quais Haator deu forma , projetadas para proteger as dádivas do universo e da vida em seus aspectos mais puros.
Aaneara, a Curadora das Almas
E por último, mas nunca menos importante, surgiu Aaneara, a Deusa da Medicina. Vinda do cuidado atento de Vida e da inevitabilidade de Morte. Ela é a portadora do conhecimento do corpo e da alma, a curadora de feridas visíveis e invisíveis. Aaneara deu aos anjos o dom da restauração, permitindo que eles trouxessem cura e esperança aos mortais.
Ela é a protetora dos curandeiros, dos alquimistas e de todos aqueles que buscam aliviar o sofrimento do mundo.
Os primeiros foram os responsáveis pelo surgimento das primeiras criaturas que habitam os mundos. Seres sencientes, conscientes, primitivos, unicelulares, multicelulares e até mesmo os que sequer podiam ser classificados como seres "viventes". Sob a permissão de Vida todo o universo foi populado.
Toda essa movimentação trouxe também necessidades, alguma força controladora cujo valor e a veracidade fossem capazes até mesmo de vindicar o vigilante e o virtuoso.
Disso surgiram as guerreiras aladas, mulheres únicas destinadas à ordem, imortais ao tempo, guiadas pela verdade, soladoras da morte, guardiãs do tudo e do nada. Foram chamadas de Valquirias.
