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┏━ Os Quatro Absolutos
"Antes que houvesse luz, antes que o som ecoasse no vazio, e muito antes que o primeiro pensamento moldasse a substância do universo, os Absolutos já eram. Eles não nasceram, pois não há quem os tenha criado. Eles não morrem, pois não há força que os destrua. Eles são os alicerces sobre os quais repousa toda a realidade — pilares eternos e imutáveis, invisíveis ao mundo, mas sentinelas de tudo que nele habita."
O Nada
No início — ou melhor, antes do início — havia apenas o Nada. Não era escuridão, pois a escuridão é algo, e o Nada está além de toda a compreensão. Ele não era vazio, mas potencial; não era ausência, mas a essência de tudo que poderia vir a ser.
O Nada é o ventre primordial do qual surgem as eras e os mundos. Seu silêncio não é de morte, mas de possibilidade infinita e eterna, um oceano de calma onde as sementes da criação adormecem.
Dizem os sábios que o Nada não é inimigo do ser, mas seu útero e seu túmulo. Toda forma retorna ao Nada, como um rio que flui inevitavelmente para o mar. Assim, ele é chamado o Primeiro Absoluto, o Alfa e o Ômega, o sem forma que molda o todo.
O Tempo
Quando o Nada se agitou, o Tempo nasceu, uma corrente invisível que traça o caminho do existir.
O Tempo é o ritmo do universo, o pulso que transforma o possível em real. Ele não conhece cansaço, nem fim, pois flui incessantemente, carregando consigo todas as coisas — os grandes impérios, as estrelas cintilantes, as próprias divindades.
O Tempo é implacável, e sua marcha não pode ser detida. Ele revela o frágil e o transitório, mas também engrandece o eterno, talhando as verdades em pedra. Os anciões o chamam de "a Tecelã", pois dizem que "ela" tece a tapeçaria da existência, fio por fio, instante por instante.
A Verdade
O Tempo avançou, e com ele veio a Verdade, uma luz que jamais se apaga. A Verdade não é criada nem interpretada; ela é. Imutável, ela atravessa as eras como um farol na tempestade do existir, separando o real da ilusão. Nada pode esconder-se da Verdade, pois ela é o núcleo de todas as coisas.
As montanhas desmoronam, os oceanos secam, mas a Verdade permanece, como a rocha imortal que sustenta o cosmos.
Ela é o reflexo do Absoluto, a essência que todas as criaturas anseiam compreender, mas que nenhuma mente mortal pode abarcar em sua plenitude.
A Morte
E quando o Tempo se move e a Verdade é revelada, chega a Morte, a última viajante. Mas não pense nela como destruidora. A Morte é o ciclo que dá sentido ao fluxo do Tempo e ao brilho da Verdade. Ela encerra o velho para que o novo possa surgir.
A Morte é a ceifeira silenciosa que caminha ao lado de todas as coisas vivas. Suas mãos não destroem; elas libertam, levando o que é perecível de volta ao Nada. Ela é a guardiã do portal, o fio que separa o aqui do além, o começo do fim.
"E assim foi no princípio, e assim será no fim. Pois os Absolutos não são forças que podem ser desafiadas ou entendidas. Eles simplesmente são. E em sua sombra eterna, o mundo se move e respira."
┏━ Os Primordiais
"Quando o universo ainda era jovem, moldado pelos Absolutos, o tecido da realidade tremia, inacabado. Pois embora o Nada fosse o ventre do possível, o Tempo a corrente do existir, a Verdade a luz que guia e a Morte a guardiã do fim, as forças que se moviam no cosmos careciam de mãos para moldá-las, de olhos para vigiar o equilíbrio, e de vontades para intervir onde era necessário. Assim, dos Absolutos, nasceram os Primordiais, grandes forças conscientes que caminham entre os planos, guiando e preservando o equilíbrio do existir."
A Chegada de Ordem e Caos
No princípio, quando o Nada deu à luz a primeira fagulha de criação, o universo era um emaranhado de energias sem direção. Formas surgiam e se dissolviam, como reflexos em águas agitadas.
Foi então que Ordem emergiu do Nada, traçando linhas invisíveis que davam forma ao caos. Ela moldou montanhas, oceanos, estrelas e mundos, separando o céu da terra, a luz da sombra. Ordem não falava, mas suas ações soavam como uma sinfonia silenciosa. Onde ela passava, tudo encontrava seu lugar.
Mas o trabalho de Ordem não era eterno. Pois, do próprio fluxo do Tempo, Caos nasceu, como uma força destinada a desafiar a rigidez. Ele chegou como um furacão, quebrando formas, desfazendo limites e criando o inesperado. Sua risada era o trovão, seu toque, a faísca que incendiava o interior das estrelas e galáxias.
Por eras incontáveis, Ordem e Caos dançaram, não como inimigos, mas como artistas que se desafiam mutuamente, moldando a tapeçaria da existência. O equilíbrio que criaram permitiu que os mundos florescessem, sustentados pelo conflito eterno entre estabilidade e mudança, criação e destruição, vida e morte.
A Ascensão de Justiça e Consequência
Com o cosmos em movimento, surgiram escolhas — e com escolhas, vieram ações. Mas onde havia ação, também deveria haver retorno, um peso que garantisse a continuidade do equilíbrio. Assim, da Verdade, nasceu Justiça, aquela que pesa todas as coisas.
Justiça andava com passos firmes, trazendo consigo uma balança que media não apenas ações, mas intenções. Ela era imparcial, incapaz de desviar-se de sua tarefa. Seu olhar ardia como estrelas de nêutrons, revelando tanto o nobre quanto o vil. Aonde ela ia, a harmonia era restaurada.
Mas Justiça não poderia agir sozinha, pois cada ato, uma vez cometido, precisava deixar sua marca. Assim, da sombra da Morte, veio Consequência, a teia viva que conecta todas as coisas. Consequência não era um juiza, mas uma guardiã do inevitável. Sua presença era sutil, como o sussurro de folhas ao vento, mas inescapável.
Juntas, Justiça e Consequência asseguravam que nenhum ato ficasse sem resposta. Onde uma apontava o desequilíbrio, a outra restaurava o curso. Elas se tornaram os pilares éticos do cosmos, mantendo o ciclo contínuo de causa e efeito.
A Chegada de Vida
Mas embora a criação fosse vasta, havia ainda uma ausência. Pois, sem o sopro do existir, as formas eram apenas estáticas, e os ciclos do universo pareciam incompletos. Foi então que do Nada e do fluxo do Tempo, nasceu Vida, carregando consigo a centelha que anima o vazio.
Vida era vibrante, resplandecente, uma orquestra de cores, cheiros e sons. Onde tocava, surgiam os rios que correm, os ventos que sopram, os seres que respiram. Sua voz era doce como a correnteza de um riacho, mas sua presença era avassaladora, pois onde havia Vida, o cosmos encontrava propósito.
Ela não caminhava sozinha, pois sabia que seu dom estava entrelaçado com a Morte, sua irmã inevitável. "Eu planto o que um dia você ceifará," dizia Vida. E Morte, silenciosa, apenas assentia, pois sabia que, sem Vida, não haveria ciclo; e sem Morte, Vida seria apenas caos descontrolado.
Assim, os Primordiais caminharam pela existência, não como mestres, mas como grandes artesãos e tecelões. Eles não governam, pois não há trono para aqueles que servem ao equilíbrio. Mas sua presença é sentida em todas as coisas.
"Eles não falam como os homens, mas os homens os ouvem. Não caminham sobre a terra, mas a terra sente sua presença. Pois onde os Primordiais existem, o universo respira, pulsa e persiste."
