Anjos e Demônios

Após a criação das Valquírias e dos Anjos pelos Cinco, o equilíbrio no universo parecia estável, mas algo inédito aconteceu.
Aadilá, o Deus do Submundo e Guardião dos Mortos, observou uma falha que nenhum dos Primordiais ou Absolutos haviam previsto: a escolha. O livre-arbítrio, tão essencial para a liberdade e a criação causado pelo nascimento de Thaara, trouxe consigo a corrupção, o orgulho, e a negação de sua própria ordem.
Inicialmente, os anjos foram criados como seres de luz, guias divinos para as almas humanas e zeladores da ordem. Porém, em sua perfeição, alguns começaram a duvidar de sua subserviência aos deuses. Eles questionaram se deviam ser apenas ferramentas da vontade divina e essa dúvida cresceu como uma sombra nos corações mais brilhantes. Aadilá, em sua função como Guardião dos Mortos, atraiu esses anjos descontentes, prometendo-lhes liberdade e poder no Submundo.
Quando os Primordiais perceberam, já era tarde: alguns desses anjos haviam trocado sua luz por um fogo negro, e suas formas, antes resplandecentes, se tornaram monstruosas, deformadas por sua ganância e orgulho. Assim surgiram os primeiros demônios, conhecidos como os Caídos.
O Primordial do Caos também desempenhou um papel crucial nesse processo. Ele viu nos anjos caídos uma oportunidade nova, algo que não havia se tornado possível por conta dos Primordiais e dos Deuses. Ao tocar suas almas corrompidas, infundiu neles poderes caóticos, fazendo com que se tornassem não apenas rebeldes, mas verdadeiras forças destrutivas e imprevisíveis.
Esses demônios passaram a habitar o Submundo, governados por Aadilá, que permitia sua existência sob condições: deveriam equilibrar o universo ao punir os excessos dos mortais. Sendo assim, os Demônios não seriam apenas uma força maligna desordenada, mas agentes do equilíbrio por meio da transgressão.
O Papel das Valquírias e Anjos
As Valquírias, criadas para ser uma força de coerção divina, tornaram-se as maiores inimigas dos demônios. Enquanto os anjos buscavam ser guardiões e mensageiros dos deuses, as Valquírias assumiram o papel de guerreiras, caçadoras daqueles que buscavam corromper o equilíbrio. Isso criou uma guerra eterna entre as forças da luz e as trevas, não baseada em bem e mal absolutos, mas na busca de um frágil equilíbrio.
Demônios menores
Nem todos os demônios surgiram da queda de anjos. Com o tempo, os próprios mortais que sucumbiram ao ódio, à inveja, e à sede de poder começaram a ser transformados em demônios após o fim de suas vidas. Esses seres não possuíam a grandiosidade dos Caídos, mas formaram legiões que servem aos demônios mais antigos e poderosos.
O Ciclo do Equilíbrio
Por mais que não fossem sua criação, os anjos e demônios se tornaram os símbolos mais poderosos do do livre-arbítrio que sustenta a criação, dádiva dada pela Deusa Thaara. Para cada escolha de redenção, há um desvio para a corrupção. Para cada alma salva pelas Valquírias, há outra capturada pelos demônios.
Os Primordiais observaram, incapazes de intervir diretamente, pois sabiam que a luta entre essas forças era parte essencial do grande ciclo dos Absolutos. Afinal, não pode haver Ordem sem o caos, nem Justiça sem consequência.
Contudo, algo deveria ser feito. Não poderiam intervir nas demais criações, mas naqueles que haviam sido criação exclusiva deles, poderiam. Assim, o livre arbítrio foi retirado dos Anjos, fazendo com que nunca mais se voltassem para o maligno. A mesma atitude não foi necessária para as valquírias, pois elas jamais manifestaram ímpeto algum de transgressão ou corrupção, a partir desse ponto, as valquírias ascenderam como a criação perfeita..
